A TV Cultura de São Paulo deu um espetáculo de incompetência jornalística que certamente servirá de referência sobre o que não deve e nem pode ser feito por profissionais de comunicação.

Na ânsia de julgar, em vez de entrevistar, colocaram a perder a oportunidade de uma entrevista que poderia esclarecer o que de fato interessa aos eleitores, ou seja, se o candidato ao cargo presidencial tem conhecimento suficiente para dirigir um país no momento de uma grave crise.

Em vez disso assistiu-se ao vivo e a cores a um tribunal do santo oficio, onde loyolas e torquemadas, travestidos em jornalistas, exibiram seu ódio ao contraditório. Donos absolutos da verdade se deram ao direito de falar em nome de toda a sociedade brasileira, vociferando rótulos e jogando publicamente na lata de lixo os princípios fundamentais de uma profissão que exige respeito, imparcialidade e honestidade intelectual.

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O tradicional programa Roda Viva rasgou a própria História, construída ao longo de anos. O coordenador do programa, no alto de sua bazófia, chegou ao cúmulo de perguntar ao candidato sobre dados de sua biografia publicada no Wikipedia, enciclopédia livre, criada e editada por voluntários ao redor do mundo e hospedada por uma fundação do mesmo nome. Certamente não foi aplicado o suficiente para procurar por fontes jornalísticas atuais.

O eleitor, sentado em sua poltrona às 10 horas da noite, queria saber de coisas práticas que afetam sua vida, do tipo qual a política de saúde que será adotada, quais os planos para recuperar o SUS, como disciplinar os planos de saúde, o que se projeta para a educação, se o candidato tem um mínimo razoável de conhecimento do funcionamento econômico ou vai depender de opiniões alheias, como vai estabelecer as relações internacionais e o comércio externo e vai por aí à fora.

Mas a função do Roda Viva não foi essa, mas sim em transformar o centro da roda em picadeiro ou, pior ainda, numa imensa fogueira cujo intento era apenas o de queimar os que pensam diferente e tem a ousadia de dizer.

Preconceituosos, raivosos e pouco lidos, chegou-se até a afirmar que Jesus era um imigrante, fizeram uma ponte ideológica entre o passado e o presente que passou por cima do conhecimento bíblico e histórico.

Ao eleitor nada acrescentou a não ser a certeza que perdeu uma horinha de sono assistindo o ódio explicito de jornalistas incompetentes que nada esclareceram.

Terminado o programa ficaram as constatações de que nada se sabia do programa de governo e da capacidade do candidato e de que o Roda Viva parecia estar comprometido com outra coisa que não o esclarecimento do eleitor.

 

 

 

 

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Sinceramente fiquei pasmo. Adoro o Roda Viva, mas presenciei um Roda da Morte. Jornalistas inconsequentes, insanos, incompetentes, simplesmente jogaram este belíssimo programa na latrina do jornalismo. Nota zero para a TV CULTURA por ter destruído este programa e esta entrevista que culturalmente foi ZERO.

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