Imagem: Ensino de má qualidade incentiva a violência. In Noroeste.
O combate à violência nas escolas brasileiras está mais do que nunca atrasado, quanto atrasado está o combate contra o crime organizado. Em ambos os casos, a impressão que se tem é a de que se trata de uma guerra perdida… Medidas socioeducativas pouco sérias que aqui acontecem minimizam o problema, não o resolvem. Essas, repensadas à luz do que acontecem em países que superaram esse drama, poderiam a curto e médio prazo trazer resultados favoráveis. Investimentos em tecnologias, em estratégias educacionais, em capital humano e financeiro sem duvida demandam grandes esforços, mas a certeza de êxito seria um fato. Que governo, porém, teria tutano para empreendimento de tamanha decisão e força, considerando-se que em nosso país a ação política é imediatista, ou seja, tem de voltar logo em benefício aos seus agentes?
O caso educacional brasileiro exige um Plano Plurianual de Educação, plano esse com alcance sobre o tempo e os mandatos políticos, devido a sua importância e urgência. Não dá para postergar esse fato, pois constitui-se ele na maior preocupação brasileira hoje, -perdidas todas as outras esperanças.

Quem no passado poderia ter contribuído para conter a “bola” da violência e do descaminho educacional foi o PT, que chegou ao poder esbanjando esperanças, destronando tudo, dizendo ter a verdade, só que a prática em si era falaciosa, e, por cima, ainda inventou e impôs à sociedade o famigerado Estatuto da Criança e do Adolescente. De lá para cá, porém, o que se vê e o desarranjo comportamental reinante nas escolas e fora delas, o desinteresse pelo aprendizado e por regras mínimas civilizatórias, a violência externa que se utiliza dos jovens como cobaias.

Resultado: qualidade péssima do ensino básico e médio nacional que vem fragilizar o nível subsequente (se houver…) e todos os sonhos dos Jovens que, sem nenhuma preparação para o trabalho, descambam em sua autoestima e optam pelo pior que se lhes apresente… Se diz muito que o problema do pais é menos de desemprego do que da falta de pessoas minimamente capacitadas intelectual e emocionalmente para as funções oferecidas.

Tudo isso e muito mais justifica que se dê um basta à falta de direção da educação e da formação dos jovens.

Educação nacional deixou de ser “fichinha”. Problematizou-se. Agigantou-se em necessidade de solução. É o maior desafio que a sociedade brasileira tem à sua frente. Ninguém pode se fazer de cego diante disso. Pelo jeito, já deve estar aí quem com inteligência, autoridade e competência moral e política dará um basta nisso. Falta o começo!Como eu acredito neste país e em sua História, acredito que a vez da educação obrigatoriamente nos ronda… não dá mais para postergar! E ela terá que ser séria. Deverá ser implementada com a qualidade presente nos países que se prezam _caso contrário, o Brasil afundará de uma vez!

Prof. Joel Joao da Silva
Educador/São Paulo-BR