By Liz Kislik

O vírus chinês, a crise econômica e a liberdade de expressão 

As estantes dos supermercados estão ficando vazias e não está se falando da Venezuela, nem de Cuba, nem da Nicaragua, nem da Argentina, nem da Coreia do Norte, mas dos Estados Unidos e claro, os motivos são outros e a dimensão do problema muito menor,  mas, aflitiva para uma sociedade acostumada a ter acesso à variedade de produtos, à qualidade dos serviços e à liberdade de expressão.

A CNN Business,  em matéria de seu editor-chefe Parrila Kavilanz, destaca que os consumidores descontentes com os preços e a falta de produtos mostram desagrado ao encontrar algumas prateleiras vazias, nos últimos dias, em redes como, Joe’s, Giant Foods, Publix, Albertsons, Wallmart e outras. 

Evidentemente, tudo isso está diretamente ligado ao chamado vírus chines e aos estragos que  o mesmo continua provocando mundo afora, agora agravado pela variante Omicron segundo os especialistas menos letal, mas que se espalha-se rapidamente. A falta de alimentos nas prateleiras tem sido impulsionada também pelo inverno no hemisfério norte, com as pessoas permanecendo mais tempo em casa,  estocando alimentos e preparando suas próprias refeições, o que na América não é comum.

A nova variante, disseminando-se rapidamente, reduziu ainda mais a força de trabalho desses estabelecimentos que, em alguns casos, passaram a operar com menos de 50% dos seus quadros.

O auxílio emergencial concedido pela Casa Branca  exacerbou a situação e fez com que muitos trabalhadores passassem a considerar seus salários originais baixos para se exporem ao risco de contaminação e optaram por continuar em casa. 

A escassez de mão de obra pressiona e impacta a produção  e distribuição de alimentos, segundo a CNN Business  a cadeia alimentícia não foi projetada para lidar com os protocolos de distanciamento social.

Um dos elos mais suscetíveis dessa corrente que vem prejudicando o suprimento dos supermercados é o sistema de transportes americano, com transporte rodoviário de cargas prejudicado por uma força de trabalho envelhecida, a escassez  de mão de obra, o medo à doença espalhado pela mídia tradicional e o estímulo para que se fique em casa através dos cheques distribuídos pelo governo.

Tudo isso foi agravado pelas condições climáticas do inverno quando as estradas americanas tornam-se mais perigosas e o transporte mais lento. Esse cenário pode ser observado nas prateleiras dos supermercados, onde é comum encontrar avisos alertando que a falta de alguns suprimentos se deve as emergências climáticas. A dificuldade de escoamento gera o congestionamento dos portos, uma vez que o transporte sobre pneus não consegue dar vazão a demanda do mercado.

Os USA  registra a maior alta da inflação em 40 anos, segundo a AFP atingiu o inimaginável patamar de 7% em 2021, com os preços de energia subindo 29,3% e os alimentos 6,3 por cento. Desconsiderando esses vetores voláteis, a chamada inflação subjacente alcançou 5,5%, seu maior índice desde fevereiro de 1991. A meta da inflação do FED, o banco central americano,  era de 2% ao ano, muito abaixo do que foi publicado agora, em 12 de janeiro de 2022.

Importante que se perceba que a crise econômica que atravessa os USA, o Brasil e outros países não é nacional, nem é culpa de um determinado governo, mas do vírus chines que contaminou a humanidade como um todo. Nosso país, assim como os outros, não estava preparado para ter suas atividades econômicas paralisadas, e o governo ter que desviar   bilhões de recursos para dar assistência direta à sua população.

Deve-se observar que paralelo a expansão da epidemia, a opinião pública internacional se dividiu praticamente ao meio em relação as formas de combate a epidemia. Interessante notar que no Brasil e nos USA, assim como em outras partes do mundo, surgem grupos radicais que passam a tratar os que pensam diferente como se fossem inimigos.

Agressivos e persecutórios, denominam-se progressistas, mas se comportam como neo torquemadas, instalam verdadeiros tribunais do santo ofício para inquerir como hereges os que se opõem a seus dogmas. 

Criam um novo tipo de  Index Librorum Prohibitoron, onde alinham remédios e frases proibidas de serem apresentadas nas redes sociais. E vão muito mais além, cancelam, censuram, prendem, asilam e exterminam a reputação dos que ousam pensar diferente. Interessante notar, seus privilégios, falas, caras, bocas, panças e poder lembram aqueles que no passado histórico, por razões “humanitárias”, jogaram na fogueira  gente e livros.

Conhecem no intimo, no mais profundo do ser, o que cada um gosta, o que cada um quer. Suas pesquisas, com margem de erro, são capazes de revelar o desejo do eleitor um ano antes de votar e já dão como certo o nome do novo mandatário de um país. Tão reveladoras são as tais pesquisas que chegam a mostrar que este o jogo está jogado. Será…???

José Roberto de Souza Dias, PhD – Two Flags Post Founder, Publisher & Editor-in Chief Journalist, Mtb 0083569 / SP/BR, Master in Economic History and PhD in Human Sciences at the University of São Paulo, Doctor Honoris Causa at the Faculty of Social Sciences of Florianópolis – Cesusc

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