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Hoje tudo soa diferente, todos mudaram seus hábitos, desde o trabalho, passando por amigos e até nos relacionamentos familiares. Ao mesmo tempo que somos mais solidários, também pensamos em nós mesmos e em como sobreviver a estes novos tempos.

Podemos dizer isso também, com referência aos brasileiros que imigraram para os Estados Unidos e os que estão em fase de concretizar sua mudança.

Os escritórios do Governo na América estão funcionando com capacidade reduzida praticamente nada está sendo aprovado ou negado, nem sequer os consulados americanos no Brasil estão abertos e vistos, inclusive de turistas, não estão sendo processados.

Para os brasileiros que estão em compasso de espera para vinda para os Estados Unidos isso está gerando uma ansiedade e expectativa muito grande pois coloca a vida de todos em suspenso, trabalho, estudos, família tudo aguardando a melhora do Covid-19 para poder tomar o rumo novamente.

Agora, imaginem então os brasileiros que já vivem nos Estados Unidos, imigrantes, ilegais ou não, a grande parte perdendo seu trabalho ou tendo sua renda diminuida pela redução da jornada de trabalho, muitos sem plano de saúde algum e dependendo do local que vivem ainda com medo de procurar um hospital e ser questionado por assuntos não pertinentes ao motivo da visita. A pandemia na América criou uma situação muito delicada aos brasileiros que estão vivendo em qualquer parte dos Estados Unidos. Os que dependem de  renda proveniente do Brasil, com o dólar praticamente à seis reais,  tiveram um prejuízo enorme. Os familiares que viriam visitar, aqui não podem entrar e não há previsão de abertura do país ainda este ano, gerando angústia em ambos os lados. Muitos estão vendo seus sonhos, o “American dream”, se desfazer no meio do Coronavírus.

É uma época muito conturbada no mundo todo, mas aqui nos Estados Unidos vê-se o crescimento da violência com o aumento da inadimplência, fato já muito conhecido pelos brasileiros que estão no fio da balança com as eleições chegando nos dois países, criando-se política para as doenças e não curas.

Diante disso tudo, as únicas portas que permanecem sempre abertas são as da religião e da fé, não importando qual seja, mas que traz conforto, esperança e paz; e também os amigos, que agora, não faz diferença se estão fisicamente longe ou perto, mas são os que conversam, riem e choram conosco neste isolamento social que estamos todos confinados. Esse novo conceito de longe-perto e perto-longe é que dá as pessoas a força e a certeza de que em breve a doença não será mais politizada e sim curada e todos nós voltaremos de mãos dadas a fazer a grande roda da ciranda da vida.

IMMIGRATION AND THE PANDEMIC / U.S.A

Image NewYorker

Today everything sounds different, everyone has changed their habits, from work, through friends and even in family relationships. While we are more supportive, we are also thinking about ourselves and how to survive these new times.

We can say this also, with reference to the Brazilians who immigrated to the United States and those who are in the process of making their change happen.

Government offices in America are operating at reduced capacity, practically nothing is being approved or denied, not even American consulates in Brazil are open and even tourist visas are not being processed.

For Brazilians who are waiting to come to the United States, this is generating a great deal of anxiety and expectation because it puts everyone’s life on hold, work, studies, family, all waiting for the Covid-19’s improvement to be able to take the course again.

Now imagine, then, the Brazilians who already live in the United States, immigrants, illegal or not, most of them loosing their work or having their income reduced due to reduced working hours, many without any health insurance and depending on the place they still live afraid to look for a hospital and be questioned for matters not relevant to the reason for the visit. The pandemic in America has created a very delicate situation for Brazilians who are living anywhere in the United States. Those who receive income from Brazil, with the dollar practically $ 6.00, the value for exchange was almost nothing. The relatives who come to visit here are not allowed to enter and there is no forecast of opening the country this year, creating anguish on both sides. Many are watching their “American dream” fall apart in the middle of the Coronavirus.

It is a very troubled time all over the world, but here in the United States you can see the growth of violence with the increase in defaults, a fact already well known by Brazilians who are on the balance with the elections arriving in both countries, creating themselves policy for diseases and not cures.

In view of all this, the only doors that remain open at all times are those of religion and faith, no matter what, but which brings comfort, hope and peace; and also friends, who now, it makes no difference whether they are physically far or close, but they are the ones who talk, laugh and cry with us in this social isolation that we are all confined to. This new concept of far-near and near-far is what gives people the strength and the certainty that soon the disease will no longer be politicized but will be cured and we will all return hand in hand to make the big wheel of the life.

 

By Eliana Post, Two Flags Post, Founder, International Correspondent, Journalist Mtb 0083568/SP/BR, graduated from Universidade Mackenzie in São Paulo.

 

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