Image: social distancing in NY. ABC News
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Sabemos que sempre que houver policiais uniformizados na rua, haverá alguém com um celular, pronto para gravar um vídeo. Esse é o cenário que já vimos muitas vezes, quando se trata de policiar o uso de máscaras e distanciamento social.

Quatro policiais uniformizados se aproximam de um cidadão que não está usando uma máscara, como a portaria local exige. O cidadão continuamente se recusa a usar uma máscara e logo uma briga eclode entre os policiais e o cidadão, que resiste. Saem os celulares, e o show começa!

Logo, os policiais levam o cidadão à força até a calçada, e a imagem está feita. O noticiário da noite mostra vários vídeos dos quatro capangas uniformizados despejando aquela pobre pessoa de cabeça para baixo direto ao concreto da calçada.

Não há nenhuma imagem vencedora que possa sair deste encontro. Os policiais enfrentarão o calor que a má imprensa pode gerar, o departamento enfrentará a ira dos cidadãos, e a mídia fará um carnaval às custas da polícia.

A polícia não deve estar no policiamento de distanciamento social e uso de máscaras. Não é uma tarefa adequada para quem aplica a lei e a força não resolverá o problema. Encarregar a polícia com essa missão gera altos custos e enormes passivos. É uma má decisão dos legisladores locais que adotam a política de policiamento à distância social.

É mais fácil resolver problemas no distanciamento social e uso de máscaras por escolas e igrejas locais. Essas entidades estão muito mais bem equipadas para criar uma nova cultura de responsabilidade social em um momento de uma epidemia de livre fluxo que tem interrompido o modo de vida global. Nas mãos dos educadores, as escolas podem ensinar às crianças a importância do distanciamento social e uso de máscaras. As crianças, por sua vez, educarão os pais levando o exemplo para dentro de casa. E as igrejas, podem elogiar a importância do distanciamento social, assim reforçando e fortalecendo uma cultura de vida socialmente segura.