Os massacres em massa nos USA tem números excepcionais. Segundo os especialistas esses episódios assim se qualificam quando quatro ou mais pessoas morrem e está descartada as hipóteses de guerra entre gangues ou assassinatos de membros de uma mesma família. Os recentes acontecimentos no Texas e em Ohio são, portanto, típicos ataques em massa.

Segundo o jornalista Jen Christensen, da CNN, necessário se faz compreender a especificidade desse tipo de violência na América do Norte. Para isso recorreu a estudos de Adam Lankford, professor associado de justiça criminal da Universidade de Alabama, que comparou esses eventos com outros que acontecem em outras partes do mundo

Lankford analisou os registros dessas ocorrências e encontrou alguns fatores comuns nos USA que os diferenciam do resto do Mundo.

Na América do Norte têm uma alta probabilidade de morrer em tiroteios em massa, seja no trabalho ou na escola. Em outros países, tais incidentes geralmente ocorrem perto de instalações militares. Em mais da metade dos casos nos Estados Unidos, o atirador tem mais de uma arma de fogo. Em incidentes internacionais, o atacante geralmente tem apenas uma arma.

Nos Estados Unidos, há uma média de 6,87 vítimas por incidente, enquanto nos outros 171 países estudados por Lankford, a média é de 8,8 vítimas por ataque.

Segundo afirma, menos pessoas morrem nos tiroteios nos Estados Unidos porque a polícia é mais treinada para lidar com esses tipos de eventos, e geralmente não ocorrem com a mesma frequência que outros crimes.

Um outro dado que não pode e nem dever ser menosprezado é o que se pode identificar como fator contagio.

Muitos dos atiradores nos Estados Unidos são doentes mentais, segundo os especialistas. Mas outros estudos estimam que o número de casos de doença mental não aumentou significativamente enquanto o número de tiroteios em massa disparou.

Esses ataques triplicaram entre 2011 e 2014, de acordo com uma análise da Escola Pública de Saúde de Harvard e da Northeastern University. A pesquisa de Harvard mostra que os ataques públicos nesse período ocorreram em média a cada 64 dias. Durante os 29 anos anteriores, esses ocorreram a cada 200 dias ou mais.

Alguns pesquisadores acreditam que esses massacres podem ser “contagiosos”: uma morte ou um tiroteio aumenta as chances de que outros  possam  ocorrer em duas semanas. É uma “infecção”que dura cerca de 13 dias, conforme  estudos analisados pelo jornalista Jen Christensen.

Segundo Guga Chacra do Estado de São Paulo, nos USA pelo menos no caso de massacres, há um problema que é o fácil acesso a armas, incluindo fuzis como o AR-15.

Em contraste, importante que se grife, a taxa geral de homicídios e violência por armas de fogo nos Estados Unidos caiu significativamente nas últimas duas décadas.

Deve se destacar que o USA tem mais armas do que qualquer outro país. Existem cerca de 270 a 310 milhões de armas circulando no país. Com a população dos EUA em torno de 319 milhões, isso significa que quase todo americano tem uma arma.

Segundo manchete da Gazeta do Povo de 04 de agosto do corrente, com 10% das armas dos USA o Brasil tem taxa de homicídios com armas de fogo 5 vezes maior.

Importante refletir com mais ponderação e menos extremismo para se compreender episódios dessa natureza sem ter que se recorrer a interpretações ideológicas. Tente sempre encontrar a peça que falta no quebra cabeça da Verdade.