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Cinco Décadas de Inovação: O Legado do Helicóptero Esquilo AS 350 / H125 Five Decades of Innovation: The Legacy of the AS 350 / H125 Écureuil Helicopter

quarta-feira, julho 17, 2024

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Dia 27 de junho de 2024, o helicóptero ESQUILO AS 350 / H125 completou 50 anos do seu primeiro voo, com a duração de 40 minutos. A bordo, estavam o piloto Daniel Bauchart e o engenheiro Bernard Certain, ambos membros da equipe de projetistas.

O evento ocorreu no aeroporto de Marselha-Provence, na cidade de Marignane, França, local onde, até hoje, está a fábrica dessa maravilhosa aeronave. O prefixo “AS” do AS 350 vem da sigla da Aérospatiale. O nome escolhido foi Écureuil, que significa Esquilo em português. Na época, a fabricante nomeava seus projetos com nomes de animais. O “350” significava monomotor e o final “5” indicava bimotor, como é o caso do Esquilo 2, o AS355, lançado em 1979.

O AS 350 foi um projeto exclusivo para o mercado civil, que revolucionou a indústria de helicópteros da época, com uma cabine sem colunas internas, proporcionando uma visão panorâmica para os passageiros. Introduziu materiais compostos, como fibra de vidro na cabeça do rotor principal, nas pás dos rotores, nas carenagens, e policarbonato na cabine e no para-brisa, além de fibra ótica na iluminação dos instrumentos.

A transmissão principal e o motor modular foram inovações, sendo o primeiro motor que, em condições normais, aciona os dois rotores, o principal e o de cauda. Só em caso de pane do motor a transmissão principal aciona o rotor de cauda.

Nestas cinco décadas, o projeto passou por várias atualizações para melhorar o produto, e hoje temos o AS 350 B3E / H125, mantendo a estrutura original, e o H130, com estrutura reforçada para 7 pessoas e com a cauda e o rotor de cauda mais seguros contra impactos, tipo Fenestron (fenestra = janela).

Comandante Crós, um dos pioneiro a comandar o Esquilo no Brasil.

No Brasil, a Helibras é sócia da fabricante francesa desde 1978. Por motivos políticos, não conseguiu manter o contrato inicial, que previa a fabricação de 80% da aeronave, exceto o motor. Hoje, a Helibras tem um índice de nacionalização em torno de 20%.

Em 10 de julho de 2000, a Aérospatiale foi incorporada ao grupo Eurocopter e os projetos receberam as letras EC, como o EC 130B4 (Esquilo B4), o EC 120, EC 135, EC 145 e EC 155. Em 1º de dezembro de 2012, a empresa passou a fazer parte do grupo Airbus e os projetos receberam a letra H, como o AS350B3E que se tornou H125, o EC 130B4 que virou H130, entre outros.

Hoje, temos uma frota que já passou dos três dígitos, com milhares de horas de voo em todos os continentes. Tenho muito orgulho de fazer parte da família de técnicos e pilotos desta aeronave revolucionária e também por ter tido a dádiva de voar, na década de 1980, com a tripulação do primeiro voo, sendo um dos meus instrutores o engenheiro projetista Bernard Certain.

Parabéns a todos os técnicos e pilotos que fizeram e fazem parte desta grande família, o Esquilo.

Five Decades of Innovation: The Legacy of the AS 350 / H125 Écureuil Helicopter

On June 27, 2024, the AS 350 / H125 Écureuil helicopter celebrated 50 years since its first flight, which lasted 40 minutes. Onboard were pilot Daniel Bauchart and engineer Bernard Certain, both members of the design team.

The event took place at Marseille-Provence Airport in the city of Marignane, France, where the factory of this wonderful aircraft is still located. The “AS” prefix of the AS 350 comes from the acronym for Aérospatiale. The chosen name was Écureuil, which means Squirrel in Portuguese. At that time, the manufacturer named its projects after animals. The “350” indicated a single-engine helicopter, and the final “5” indicated a twin-engine helicopter, as in the case of the Esquilo 2, the AS355, which was launched in 1979.

The AS 350 was an exclusive project for the civil market, revolutionizing the helicopter industry at the time with a cabin free of internal columns, providing passengers with a panoramic view. It introduced composite materials such as fiberglass in the main rotor head, rotor blades, fairings, and polycarbonate in the cabin and windshield, as well as fiber optics in instrument lighting.

The main transmission and modular engine were innovations, being the first engine that, under normal conditions, drives both the main and tail rotors. Only in the event of an engine failure does the main transmission drive the tail rotor.

Over these five decades, the project has undergone several updates to improve the product. Today, we have the AS 350 B3E / H125, maintaining the original structure, and the H130, with a reinforced structure for 7 people and increased safety in the tail structure and tail rotor against impacts, using the Fenestron type (fenestra = window).

In Brazil, Helibras has been a partner of the French manufacturer since 1978. Due to political reasons, it was unable to maintain the initial contract, which aimed to manufacture 80% of the aircraft, except for the engine. Today, Helibras has a nationalization index of around 20%.

On July 10, 2000, Aérospatiale was incorporated into the Eurocopter group, and the projects received the EC designation, such as the EC 130B4 (Esquilo B4), EC 120, EC 135, EC 145, and EC 155. On December 1, 2012, the company became part of the Airbus group, and the projects received the H designation, such as the AS350B3E, which became H125, and the EC 130B4, which became H130, among others.

Today, we have a fleet that has surpassed three digits, with thousands of flight hours on all continents. I am very proud to be part of the family of technicians and pilots of this revolutionary aircraft and also to have had the privilege of flying in the 1980s with the crew of the first flight, with one of my instructors being the design engineer Bernard Certain.

Congratulations to all the technicians and pilots who have been and are part of this great family, the Écureuil!

By Dagoberto CRÓS da Silva One of the pioneers of Helibras. He worked for 29 years with the group, starting as a mechanic, then as a flight mechanic, and eventually as a test pilot. He was the first head of flight testing at Helibras. Therefore, he shares his knowledge and some history of this aircraft that still enchants us today.

 

 

 

DAGOBERTO CRÓS DA SILVA
DAGOBERTO CRÓS DA SILVA
Dagoberto CRÓS da Silva, um dos pioneiros da Helibras. Ele trabalhou por 29 anos no grupo, começando como mecânico, depois como mecânico de voo e, eventualmente, como piloto de teste. Ele foi o primeiro chefe dos ensaios em voo na Helibras. Portanto, ele compartilha seu conhecimento e um pouco da história desta aeronave que ainda nos encanta hoje.One of the pioneers of Helibras. He worked for 29 years with the group, starting as a mechanic, then as a flight mechanic, and eventually as a test pilot. He was the first head of flight testing at Helibras. Therefore, he shares his knowledge and some history of this aircraft that still enchants us today.

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