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JURERE INTERNACIONAL: QUAL É O SEU CARTÃO DE VISITA ? WHAT IS YOUR BUSINESS CARD ?

segunda-feira, abril 15, 2024

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O Brasil está rapidamente se tornando um dos principais entrepostos de drogas do mundo. Embora não seja um produtor, grandes quantidades partem de seus portos e aeroportos, abastecendo principalmente a Europa e a América do Norte, os principais mercados consumidores desses produtos.

Para sustentar essa custosa rede de narcotráfico, essas organizações criminosas estão se tornando cada vez mais sofisticadas, dependendo do mercado interno para financiar um verdadeiro exército encarregado de garantir a recepção, distribuição e exportação segura da droga para o exterior.

No meio desse caminho encontra-se Santa Catarina, um estado conservador nos costumes e liberal na economia, amplamente estruturado por pequenos e médios empreendedores.

É natural, portanto, que tenha uma estrutura policial diferenciada em relação ao resto do país. No entanto, é ingênuo pensar que está imune ao crime; pelo contrário, a atividade nefasta historicamente busca ambientes tranquilos para se esconder, planejar e executar seus golpes.

Não é surpreendente que, como um vírus mortal, o crime organizado se instale silenciosamente e comece a corroer os valores tradicionais de Florianópolis e seus bairros mais antigos.

O atentado ocorrido em Jurerê Internacional em 12 de março é muito mais do que um símbolo dessa situação. Embora à primeira vista possa parecer apenas o acirramento de disputas sindicais em ano eleitoral, uma observação mais atenta revela que foi um ato de terror contra a sociedade civil, totalmente alheio aos conflitos sindicais e políticos que transbordaram para um atentado ao patrimônio e à vida das pessoas.

Mas os eventos não se limitaram a isso. Nos mesmos dias, os moradores relataram uma série de roubos no bairro, culminando no sequestro de uma senhora que, depois de fazer compras no Open Shopping, dirigiu-se ao seu carro estacionado nas proximidades. Ela foi abordada por três criminosos, obrigada a passar para o banco traseiro e mantida refém por horas, enquanto os bandidos usavam seu próprio dinheiro para realizar transações em caixas eletrônicos e bares. Bastante traumatizada, foi abandonada em outra praia, tendo seu carro levado pelos criminosos.

O terror, assim, atinge seu principal objetivo: amedrontar a sociedade civil. No entanto, a situação não é tão desesperadora porque a sociedade local é organizada, tem sua tradicional Associação de Moradores e, principalmente, confia, apoia e acredita em sua polícia, que continua sendo uma das melhores do país. Espera-se que tais atos não fiquem impunes e que aqueles com competência constitucional cumpram suas obrigações.

Em tempos de cultura “woke” e inversão de valores, não é de se estranhar que muitos estejam preocupados com os equívocos do presente, onde réus confessos são protegidos enquanto as vítimas são deixadas à deriva.

Outra questão importante a ser considerada é a priorização de políticas públicas, ou seja, quando os recursos são limitados, é necessário decidir onde investir primeiro.

Florianópolis, influenciada por fortes lobbies ligados ao setor turístico e imobiliário, tem priorizado obras que beneficiam seus principais pontos turísticos, como o engordamento de praias, deixando de lado aspectos essenciais como segurança, saúde, educação, meio ambiente e mobilidade.

Jurerê Internacional é um exemplo disso, onde primeiro se investiu no turismo, como o engordamento da praia, enquanto questões como segurança, desbloqueio do tráfego, construção de hospitais e redes de esgoto ficaram em segundo plano.

A Sra. R. Coeli, moradora do tradicional bairro, outrora considerado absolutamente seguro, expressou sua indignação em uma rede social ao afirmar que sem segurança não há turismo. Ela mencionou o Rio de Janeiro, considerado a pior cidade para o turismo devido à violência urbana, e questionou qual seria o cartão de visita de Jurerê Internacional.

JURERE INTERNACIONAL: WHAT IS YOUR BUSINESS CARD?

Brazil is rapidly becoming one of the world’s main drug trafficking hubs. While not a producer itself, large quantities depart from its ports and airports, supplying mainly Europe and North America, the primary consumer markets for these products.

To sustain this costly drug network, these criminal organizations are becoming increasingly sophisticated, relying on the domestic market to finance a true army tasked with ensuring the reception, distribution, and safe export of drugs abroad.

In the midst of this, Santa Catarina stands, a state conservative in customs and liberal in economy, largely structured by small and medium-sized entrepreneurs.

It is natural, therefore, for it to have a differentiated police structure compared to the rest of the country. However, it is naive to think it is immune to crime; on the contrary, the nefarious activity historically seeks peaceful environments to hide, plan, and execute its schemes.

It is not surprising that, like a deadly virus, organized crime quietly settles and begins to erode the traditional values of Florianópolis and its oldest neighborhoods.

The attack that occurred in Jurerê Internacional on March 12 is much more than a symbol of this situation. Although at first glance it may seem like just the escalation of union disputes in an election year, a closer look reveals it was an act of terror against civil society, completely unrelated to union and political conflicts that spilled over into an attack on property and people’s lives.

But events didn’t stop there. In those same days, residents reported a series of robberies in the neighborhood, culminating in the kidnapping of a woman who, after shopping at the Open Shopping, headed to her nearby parked car. She was approached by three criminals, forced into the back seat, and held hostage for hours while the criminals used her own money to conduct transactions at ATMs and bars. Quite traumatized, she was abandoned on another beach, her car taken by the criminals.

Terror, thus, achieves its main goal: to frighten civil society. However, the situation is not so desperate because the local society is organized, has its traditional Residents’ Association, and, above all, trusts, supports, and believes in its police force, which remains one of the best in the country. It is hoped that such acts will not go unpunished and that those with constitutional competence will fulfill their obligations.

In times of “woke” culture and a reversal of values, it is not surprising that many are concerned about present mistakes, where confessed defendants are protected while victims are left adrift.

Another important issue to consider is the prioritization of public policies, that is, when resources are limited, it is necessary to decide where to invest first.

Florianópolis, influenced by strong lobbies linked to the tourism and real estate sectors, has prioritized works that benefit its main tourist spots, such as beach reclamation, leaving aside essential aspects such as security, health, education, environment, and mobility.

Jurerê Internacional is an example of this, where tourism was initially invested in, such as beach reclamation, while issues such as security, traffic unblocking, hospital construction, and sewage networks were put on the back burner.

Mrs. R. Coeli, a resident of the traditional neighborhood, once considered absolutely safe, expressed her indignation on social media by stating that without security, there is no tourism. She mentioned Rio de Janeiro, considered the worst city for tourism due to urban violence, and questioned what Jurerê Internacional’s calling card would be.

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