Os antigos resolviam certas situações com uma simplicidade genial. Bastava olhar um passarinho quieto no galho e alguém logo dizia: “Está na muda…”
Hoje não. Basta o pássaro ficar em silêncio por alguns minutos e já surge uma multidão de especialistas em alpiste, plumagem e voo rasante, todos prontos para condenar, interpretar, acusar e decretar o fim do mundo antes mesmo do primeiro canto.
Calma, minha gente…
Às vezes o passarinho só está pensando. Observando. Esperando o momento certo de voltar a voar. Quem fala cedo demais costuma quebrar o bico na própria pressa.
No fundo, o problema moderno não é falta de informação. É excesso de julgamento com escassez de paciência.


