Image: Voices Against Violence California Humanities- A State of open mind
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Em maio deste ano escrevi um texto retratando a violência que eu e minha filha de 6 anos sofremos ao sair da porta da escolinha onde ela estuda.

Um criminoso se posta diante de meu carro e aponta uma arma em minha direção, um outro criminoso se aproxima rapidamente enquanto um terceiro dá a devida cobertura.

Naquele momento somente uma coisa me passou pela cabeça, verificar se a porta estava devidamente trancada e sair com a minha filha daquele local pois eu estava na segurança de um carro “Blindado”.

Neste meu texto havia dito que “Ter um carro blindado atualmente em uma cidade como São Paulo já deixou de ser um item de luxo para se tornar um item de segurança.”.

Agora me vejo obrigado a retificar minha frase. “Ter um carro blindado atualmente em uma cidade como São Paulo é um item obrigatório para quem quer preservar a própria segurança e a de seus entes queridos”.

No último dia 04 de setembro, uma quarta-feira, um pai de família e frequentador como eu do Clube Atlético Ypiranga (CAY) perdeu a vida ao tentar sair de uma situação de risco logo após ter pego o filho de dois anos na escolinha.

Assistindo ao vídeo onde o criminoso ceifa a vida do “Marcelo”, revivi todo o momento difícil que passei com a minha filha. A violência que sofremos não tem limites.

Hoje o criminoso mata um pai de família não para defender a própria vida, mas sim pelo fato de que, para ele, a vida não tem valor.

Aquele que tira a vida de um pai de família por conta de um celular ou outro bem material não deveria ser tratado como vítima da sociedade nas audiências de custódia e sim como um câncer que precisa ser extirpado para que não destrua toda a sociedade.

Não podemos mais permitir que este tipo de tragédia continue a acontecer sem que haja uma ação forte do poder público, do congresso nacional e do senado.

Precisamos iniciar esse movimento o quanto antes.

Alexandre Sonchim.

“Ética é mais que inegociável”