Os Institutos de pesquisa afirmam que os brasileiros votarão em peso em Jair Messias Bolsonaro, a expectativa é que alcance cerca de 60% dos votos válidos, excluindo-se os brancos e nulos. Uma diferença de quase 20 milhões de votos entre o primeiro e o segundo colocado.

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O segundo turno das eleições de 28 de outubro e a provável eleição de Bolsonaro, coroam a transformação de uma oposição frágil – nascida nas ruas – em uma forte situação, com gigantesco apoio eleitoral.

Importante que se compreenda que essa “montanha” de votos representa um repúdio aos 16 anos de nefasta influencia do PT e MDB na vida brasileira.

Necessário deixar bem claro que o apoio maciço a Bolsonaro não significa alinhamento automático à todas suas convicções. Muito pelo contrário, os brasileiros repudiam toda forma de extremismo, por essa razão o plebiscito do dia 28 de outubro representa a condenação do PT.

Como afirma o historiador Marco Antônio Villa, o voto não quer dizer que todas as propostas do candidato estão endossadas por seus eleitores. Afinal algumas posições não passam de retórica para se opor aos extremismos do adversário e são tão esdruxulas que conseguem “até ficar à direita de Genghis Khan”.

O que está acontecendo agora – eleição de Bolsonaro – é apenas mais um passo da sociedade brasileira para se afastar do populismo lullopetista. Essa mobilização começou em 2013 quando a Avenida Paulista foi palco de sucessivas manifestações contra a corrupção, fato que se repetiu em inúmeras outas cidades do País e se espalhou por todas as redes sociais.

Os brasileiros desde 2013 clamam nas ruas e nas redes sociais por coisas simples e que estão ao alcance dos olhos de qualquer um, ou então vejamos:

A volta das cores pátrias – azul, verde e amarelo, fim da violência e de todo tipo de privilégio politico, escola de qualidade que ensine sem doutrinar, sistema de saúde eficiente, trabalho, salário e renda no lugar de bolsas que só fazem eternizar a pobreza e a dependência dos poderosos de plantão e de seus partidos.

O movimento iniciado em 2013 exigia, também, o fim da corrupção, que considera crime de lesa pátria.

Aos poucos a população identificou em Bolsonaro alguém que personificava todos esses anseios.

O povo brasileiro forma um cadinho de raças, com famílias compostas por negros, brancos, índios, asiáticos e mestiços de todos os tons de pele oriundos dessas miscigenações.

Essa gente tem um ponto em comum. Não aceitam transformar o Brasil em uma Venezuela ou em qualquer outro tipo de regime autoritário, não importando se de um ou de outro lado. E, importante que se diga, não aceitam nem no discurso, o racismo, a tortura e qualquer outro tipo de violência.

Os eleitores de Bolsonaro estão muito próximo do candidato, o seguem pelas redes sociais e não são pautados pelas emissoras de televisão. Conectados formam uma enorme rede de comunicação que se espalha por milhares de microgrupos independentes de qualquer tipo de dirigismo.

Isso enfurece os lullopetista que para uma simples reunião numa praça qualquer são obrigados a servir um lanche de mortadela, com tubaína – refrigerante de segunda linha – e mais 200 reais, sem isso ninguém aparece.

Por essa razão que são capazes de mentir e espalhar o ódio afirmando que as redes sociais foram compradas.

Os lullopetista de porta de cadeia só não contavam com uma coisa. O brasileiro está de olho aberto e além do voto conta com o poder das redes sociais, que não barganha e nem se vende, como certos setores que só se movimentam a troca de jabaculê, dinheiro ou qualquer coisa para comprar alguém.

O novo Presidente da República sabe, ou saberá na prática, que seus eleitores continuarão plugados em defesa do Brasil. Certamente receberá apoio, advertências, alertas e desaprovações. Será o primeiro Mandatário a ter a presença contínua e forte de seus eleitores, que estarão sempre presente nas redes sociais, como faróis a iluminar seus caminhos.

Agora é confiar, agir e cobrar.

José Roberto Souza Dias, PhD Two Flags Post Founder, Publisher & Editor-in Chief Journalist, Mtb 0083569 / SP/BR, Master in Economic History and PhD in Human Sciences at the University of São Paulo, Doctor Honoris Causa at the Faculty of Social Sciences of Florianópolis

http://twoflagspost.com

 

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