O Massacre de Las Vegas

Surge um novo personagem na cena do crime(*) BY LAS VEGAS REVIEW JOURNAL

By David Ferrara, Colton Lochhead and Blake Apgar © 2018Las Vegas Review-Journal – January 30, 2018 – 10:47 am

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Tradução jornalística Two Flags Post: José Roberto de Souza Dias   e Rosa Maria Donini Souza Dias

O massacre de Las Vegas voltou às páginas dos jornais norte americanos.

Na última terça feira, 30 de Janeiro, um juiz deu por encerrada quase 300 páginas de registros de mandados de busca, e incluíu um documento que identificou publicamente, pela primeira vez, uma “pessoa de interesse, adicional”, no massacre de 1 de outubro na Strip de Las Vegas.

De acordo com o documento do Departamento de Polícia Metropolitana, que foi preparado em outubro, “até que a investigação possa se estabelecer de outra forma, Marilou Danley e Douglas Haig tornaram-se pessoas de interesse que podem ter conspirado com Stephen Paddock para cometer assassinato com uma arma mortal”.

Haig, cujo nome anteriormente não tinha sido divulgado, falou com jornalistas na terça-feira à noite em sua casa em Mesa, no Arizona, e confirmou que ele foi contatado pelos investigadores. Disse ele: “Eu sou o cara que vendeu munição para Stephen Paddock”. Afirmou ainda que se encontrou uma vez com Paddock, o homem armado atrás do tiroteio em massa, mas que não o conhecia, recusou-se a responder perguntas adicionais.

Logo em seguida chegaram viaturas da policia e os oficiais comunicaram aos repórteres que Haig não os queria em sua propriedade.

Haig mantem uma conta no Linkedin que informa que trabalha como engenheiro sênior da Honeywell Aerospace, um fabricante de motores de aeronaves e em Phoenix. Steve Brecken, porta-voz da Honeywell Aerospace, confirmou no Las Vegas Review-Journal na terça-feira que a Haig trabalha para a empresa.

Era vendedor, também, de uma empresa chamada MILSPEC Munição Militar Especializada, que produzia material como o usado no massacre. Uma caixa de texto não datada no site dessa empresa informa que “estaremos fechados por tempo indefinido. Volte para ver se e quando estaremos funcionando novamente”.

Haig foi registrado como vendedor em um show de armas de setembro em Phoenix, disse um representante do show para os jornalistas.

Segundo relatório policial divulgado no inicio de Janeiro, Paddock, no mês anterior ao tiroteio, viajou esporadicamente entre Las Vegas, Mesquite, Reno e Arizona. O atirador tinha casas em Mesquite e Reno.

Quando contatado pela reportagem do Las Vegas Review-Journal dia 30 de janeiro do corrente, sobre o nome de Douglas Haig, o xerife do condado de Clark, Joe Lombardo, disse apenas: “Se você conseguiu, publique-o” , e que não poderia comentar um caso federal.

Uma porta-voz do FBI e uma porta-voz do escritório de advogados dos Estados Unidos em Las Vegas recusaram-se a comentar, apenas afirmaram: “Havia um atirador”.

Durante uma entrevista, em 20 de janeiro, Joe Lombardo, xerife do condado de Clark observou que o FBI abriu uma investigação sobre uma pessoa sem maior interesse, embora ele repetidamente afirmasse que Paddock foi o único atirador.

Lombardo esclareceu que não poderia antecipava que Marilou Danley, companheira do atirador, enfrentaria acusações criminais.

“Eu sei e acredito que havia apenas um suspeito que matou 58 pessoas e feriu centenas”, disse Lombardo. “Todas as evidências recuperadas neste caso apoiam essa teoria. Houve um atirador no massacre de 1 de outubro. Só havia uma pessoa responsável, e essa pessoa é Stephen Paddock “.

O irmão de Paddock, Eric Paddock, disse que não conhece Douglas Haig, suspeito de fornecer as munições usadas no massacre. “Nunca ouvi falar do cara”, disse o irmão, que mora em Orlando, Flórida.

Segundo a juíza distrital Elissa Cadish, “neste caso, Stephen Paddock foi determinado pelas autoridades policiais como o único atirador e o único envolvido no planejamento do tiroteio, e ele se suicidou em conexão com os eventos de 1º de outubro”, escreveu Cadish. “No entanto, há uma investigação em curso sobre possíveis acusações contra outro indivíduo resultantes de informações ligadas ao tiroteio de 1º de outubro, mas não diretamente relacionadas aos tiros, em si. Assim, o Tribunal deve ser cauteloso para não revelar documentos que possam interferir com essa investigação e possíveis acusações, bem como evitar ameaçar os interesses de privacidade e a segurança de um indivíduo mencionado nos documentos sigilosos “.

Subsistem controvérsias em torno do suicídio de Paddock, como também sobre um vaso preto cheio de flores artificiais que estava dentro da suíte do 32º andar de Stephen Paddock em Mandalay Bay.

O vaso e as flores não faziam parte da decoração padrão do Mandalay Bay, de acordo com o mandado. A polícia acredita que Paddock comprara os itens no Walmart quatro dias antes do tiroteio e os trouxe para o quarto.

Não está claro o que o vaso e as flores significam, mas estes itens são outras peças do quebra-cabeças que envolve o rastreamento dos passos de Paddock nos dias que antecederam o tiroteio.

(*)Search warrant document names 2nd ‘person of interest’ in Las Vegas shooting

 

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