Cada vez mais a indústria tem trazido ao mercado produtos de qualidade duvidosa no sentido de não exercer aquilo que ele muitas vezes diz que exerce, em grande parte é a propaganda enganosa que está vinculada a isso, no caso em destaque de equipamentos de som deriva-se da guerra do som, citada por muitos aficionados no assunto, tal fenômeno surgiu no auge do som digital (CD), no qual quanto mais volume, melhor.

Em face do mercado atual, equipamentos de som em lojas de departamentos não especializados (alguns julgam ser), figura-se a imagem da alta potência. O papel colado a frente do aparelho de som diz: “2500w RMS de Potência”, apesar dele apresentar uma grande presença visual, são leves e de material básico (e claro, não podem faltar as luzes que piscam de acordo com o som e o grave desproporcional). Como é possível algo apresentar potência tão grande com peso tão pequeno ? Algumas pessoas equivocadas poderiam dizer Tecnologia !, estão erradas ! Se há algo que não mudou muito em relação a potência é o peso, segue o raciocínio de que: Quanto maior a potência, maior o peso, tanto para amplificadores (podem variar um pouco de acordo com a Classe), como para alto falantes. Para se ter alguma noção, caixas de som de 400wRMS são utilizadas em trios elétricos, apenas elas pesam mais de 25kg, e como pode um som “completo”, caixas de som e amplificador que se dizem ser de milhares de watts de potência pesar menos de 5kg ?, é o simples motivo de não terem essa potência.

Aparelho honesto com o consumidor indicando Consumo Máximo.

Um detalhe a se observar a comprar um aparelho de som, mais do que a própria potência é o seu consumo, muitas vezes presente atrás do equipamento ou na parte de baixo, caso não esteja presente não será um bom sinal, procure um aparelho com potência similar ao indicado na propaganda, ou escolha pela própria potência de consumo, pois há a máxima, nenhum equipamento é 100% eficiente, sempre há perda de energia, ou seja, mesmo que haja X consumo, a entrega será menor. Há equipamentos de alta qualidade, que por exemplo entregam 125wRMS de potência e seu consumo é de 230W, entregando realmente nesse caso os 125wRMS sem dúvida alguma.

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Outro item a se observar é se a potência demonstrada é RMS ou PMPO. RMS (potência média quadrática) se caracteriza pela potência média, é a capacidade normal do aparelho de suprir a potência indicada. PMPO no entanto é a potência de pico, trata-se de um valor instantâneo que ocorre em um intervalo mínimo de tempo. Muitos fabricantes adoram demonstrar o valor PMPO a fim de chamar atenção do consumidor, por possuir valores bem mais altos que o RMS.

Todo cuidado é pouco para não ser enganado, e também tudo depende pra qual ocasião irá utilizá-lo, se for para som “ambiente residencial” ou pequenas festas em casa, um som de loja de departamento, pela seu grande número de conexões atualmente disponíveis (USB, bluetooth, cartão de memória, entre outros), valerá a pena o custo (beneficio), caso você necessite ou preze pela qualidade sonora fuja deles, procure equipamentos em lojas realmente especializadas e notará a diferença, principalmente no que se refere a potência indicada.

 Edit: 07/04/17 21:13hrs

Com base em alguns comentários, venho a complementar um pouco mais o assunto. No que refere-se ao que foi indicado sobre Peso X Potência, realmente não necessariamente estão atrelados entre si, atualmente há amplificadores de várias classes, modulados por largura de pulso, outros “híbridos”, com sinais digitais, entre outros, que entregam potência com alta eficiência, porém o intuito do texto relaciona-se além de alertar sobre a a diferença de potência ofertada com a real, noticiar sobre a qualidade dos aparelhos, tais amplificadores de classes como a “D” por exemplo, entregam a potência e são leves, porém a qual custo ? A resposta é: Qualidade de Som !

Amplificador Classe D 150W (pelo menos é o que ele diz)

 Esses tipos de amplificadores são vistos em grande oferta para som automotivo, ou seja, fazer barulho a um custo baixíssimo com uma limitação de frequências absurda e distorção. Outro tipo de classe que pode-se citar é a T (lê-se classe D melhorada), que possui menor distorção e trabalha em mais faixas de frequência (não apenas nas mais graves). Outro detalhe sobre amplificadores versus peso é o sistema de dissipação que podem ser menores (por terem funcionamento diferente geram menos calor) o que torna os aparelhos mais leves.

Foi citado inclusive o caso dos famosos fones de ouvido Beats, que utilizaram de metais para tornar o fone aparentemente mais robusto, esses tipos de fone são claramente muitos bons, para quem está acostumado a ouvir música em fones de ouvido que vem com o celular, e em quem segue que jogador de futebol sabe tudo sobre música, como dizem, o marketing é a alma do negócio, o que o consumidor pode fazer nesses casos é pesquisar e pesquisar sobre o que está comprando, buscando opiniões de quem possui tal produto e conhece outros para comparar. No ramo de aparelhos de som o parâmetro é nossa “memória auditiva”, quando se está na procura de um som novo a forma de saber se é bom ou ruim é a comparação com o que se está acostumado a ouvir, som da tv, aparelho de som que possui em casa, não há uma certa ideia da diferença até se encontrar algum outro melhor e pensar consigo mesmo o quão o som antigo não era tão bom assim.

O mercado está com várias opções disponíveis para todos os gostos e bolsos, se um som “alto”, metálico,  agrada e serve para o propósito

que vai ser estabelecido, está ótimo, porém se quer realmente qualidade, amplificadores de Classe A, AB, valvulados, que possuem transformador o peso acaba sendo uma característica, pelo menos até algum futuro próximo.

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