Hora de mudar. Algumas alternativas contraditórias na hora de votar.

Votar é importante. Tá certo, elegemos muito esterco. O adubo é outro. Chama-se participação. Compreensão de nossa crise, complexa, multicausal. Vão lá algumas ideias sem ordem de prioridade, necessidade, complementaridade.

1) Talvez um bom critério, ainda que polêmico, seja esquecer o partido a qual pertença o candidato. Olhar onde esse candidato circula. Como se conduz como INDIVIDUO na sua comunidade?. Como elegeremos um novo presidente, senadores e deputados federais, essa tarefa é mais difícil. Por exemplo, ao votar num vereador a visibilidade é maior. Na comunidade (quanto menor mais evidente) já se conhece o perfil tanto do candidato como dos interesses que com ele se identificam e aliam.

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2) De preferência não votar em candidatos cujos partidos têm suas lideranças envolvidas com corrupção seja ele réu ou não. Inúmeros processos já indicam problemas. Isso não significa que o postulante seja desonesto, mas na dúvida, vote em candidato vida limpa. Nesse aspecto os partidos surgidos recentemente, com novos nomes, pode ser uma alternativa interessante. Mas evite invólucros maquiados com pessoas picaretas. Esqueça a ideia de votar em quem tem mais chance de ganhar. Isso implicaria em ceder aos acordos abjetos da má politica. Pense a médio e longo prazo.

3) No limite não vote em nenhum candidato que já tenha ocupado cargo político de representação no Executivo ou no Legislativo. Talvez a renovaçào geral tenda à mesmice de ter jovens com cabeças velhas, mas haverá espaço para novas vozes; Parta do pressuposto realista que em princípio a estrutura (ou o Mecanismo) da conquista e manutenção no poder é podre, uma fábrica de propinagem.

4) Lembre-se, quanto mais ressentido, raivoso, vingativo o discurso do candidato, mais ele estará próximo de ser um 171 com você. Fuja das retóricas heróicas, messiânicas, sejam eles da extrema esquerda ou da extrema direita. Nem pensar em ajudar a ampliar a bancada moralista da cruzada pentecostal;

5) Afaste-se de candidatos que de alguma maneira se vinculam ou estejam próximos a ideias totalitárias já experimentadas, caso das concepções nazi-fascistas e comunistas. Elas têm implicações profundas para o futuro, com a progressiva destruição institucional da democracia (“burguesa”?) e imposição a fórceps de “ditaduras das massas” , produzindo sofrimento e mortes. Seus líderes (vanguardas do retrocesso) apresentam-se como detentores de um monopólio exclusivo das virtudes. Abra os olhos!

Mas lembrem -se de um ditado romano:” tolos os que pensam que um governo pode ser melhor que o outro”. Acrescento, criticamente. Os governos futuros podem ser piores, a começar se continuarmos a eleger proxenetas de ideias, sicários do cinismo e larápios de todas as cores. Mas podemos plantar sementes, afinal, sonhar é preciso.

Edmundo Lima de Arruda Jr
1.6.18

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