In: OGlobo

O MDMA (3,4-metilenodioxi-N-metilanfetamina), popularmente conhecido por Michael Douglas, é o princípio ativo do ecstasy, que ganhou as festas americanas na década de 1980, quando também foi proibida. Diferente da ‘bala’, que aumenta a euforia e a sensação de empatia, mas com adulterantes, como cafeína, anfetamina e LSD, ela vem em forma de cristais e pó – uma forma de se diferenciar dos compridos com aditivos. Nos EUA ele é conhecido como ‘Molly’, e no Brasil é chamado de ‘MD’ ou ‘Michael Douglas’.

Segundo as autoridades brasileiras o australiano Rye Hunt desaparecido em 21 de maio de 2016 após brigar com um amigo e deixar o aeroporto do Galeão sozinho e depois ser encontrado morto, teria tido um surto psicótico após consumir a perigosa droga MD ou Michel Douglas

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A droga age no sistema nervoso central, liberando neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, envolvidos no controle do humor, termorregulação e sono.. Entre os sintomas, estão sensibilidade ao toque, percepção de cores mais fortes, aumento da energia física e mental. O aumento da frequência cardíaca e da temperatura corporal são também efeitos de curto prazo. Por isso, o consumo de água é constante entre usuários.

Geralmente em pó ou cristal, o MDMA pode ser colocado debaixo da língua ou misturado num líquido, muitas vezes ao álcool. O efeito dura de duas a oito horas, mas é totalmente eliminado do organismo até 48 horas depois do uso. O “auge” ou “pico” das sensações dura menos de uma hora, em média. Um grama da droga custa de R$ 100 a R$ 400, e em geral é compartilhada por duas ou três pessoas na noite. Por causa do valor, é mais comum entre consumidores das classes média e alta. É mais caro do que o ecstasy (em torno de R$ 40), exatamente pela propaganda de “pureza”.

CONSEQUÊNCIAS DO USO DA DROGA

No curto prazo, ela eleva a frequência cardíaca e a pressão arterial, além de causar tremores, sudorese, aumento da temperatura corporal e tensão muscular, bruxismo, náuseas, vômitos, dor de cabeça, hiperatividade, alucinações, psicose e ataques de pânico. Casos de morte por overdose estão geralmente relacionados a insuficiência renal, hepática, hipertermia grave, entre outros. Também pode ocasionar acidente vascular cerebral, crises convulsivas e taquicardia.

No longo prazo, ela causa dependência e provoca a destruição de neurotransmissores. Os principais problemas psiquiátricos relacionados ao uso são: quadros esquizofrênicos, síndrome do pânico e depressão. Há ainda perdas na função cognitiva, como redução da memória e da concentração. Pessoas com propensão podem desenvolver doenças cardiovasculares.

As autoridades brasileiras estão alertas com o consumo dessa droga por jovens e adolescentes, uma das mais consumidas nas baladas e after parties, como as que se realizam na famosa praia de Jurere Internacional. Atenção senhores pais!

 

 

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